
O dia estava para amanhecer. Levantou-se, olhou ao redor e sentiu mais uma vez o cheiro daquele local que durante tantos anos havia sido sua morada. Sabia que aquele não era o momento mais apropriado para tomar decisões definitivas, mas se não o fizesse naquele instante, nunca mais o faria.
Havia passado sua vida toda sendo protegida, pela família, pelos amigos, pela comodidade e conformismo de sua vidinha classe média. Talvez fosse por isso que desde a noite anterior um incômodo (na alma ou na consciência) impediu que o sono chegasse e lhe trouxe aquelas ideias novas.
Esses foram os argumentos que usou em sua carta, despedindo-se da família e jurando que voltaria, após encontrar a paz anterior que tanto almejava. Os pais não tiveram tempo de contestar sua decisão, antes que a família acordasse ela já havia partido.
Em busca da sua vida nômade, a qual tinha como maior característica a rejeição de toda a formalidade imposta pelo sistema norte-americano, ela desligou-se do trabalho, dos bens materiais e foi lutar pela causa dos jovens vietnamitas que estavam morrendo na guerra.
Não que eu, no meu papel de simples narradora devesse ter alguma opinião sobre o caso, mas se os pais da jovem viessem me perguntar a que eu atribuiria o real motivo daquela súbita mudança de ideais da jovem eu responderia: “Bicho, tu podes crer que ela deve ta na maior barra, deve ter arrumado o maior bode e resolveu entrar no movimento e dar um cano em tudo, mas vocês superam, até eu estou me acostumando com o bichogrilês, coroas. Brincadeiras a parte, é 1964, sua filha cansou de ouvir The Beatles e resolveu entrar no movimento de contra cultura, as más línguas os chamam de hippies, vocês deviam se informar”.
PS: ela nunca mais voltou.
Natália Assarito
(#ficou uma porcaria, mas fui eu quem escreveu)

Acima de tudo estava feliz. Feliz como nunca e feliz como sempre. A esperança que gritava dentro de si sufocava todos os momentos ruins e pesados que havia passado naquele ano..Não que a mágoa e a tristeza tivessem sido substituídas, mas ela havia camuflado-as da melhor maneira possível.
Não conseguia mais parar de sonhar com o seu paraíso terrestre, não que o lugar fosse isolado e paradisíaco, no sentido literal, mas lá encontrava algo que em nenhum outro local já visitado a ofereceu.
Chamam de paz de espírito, ela chama de solidão acompanhada. Sim, solidão acompanhada. Naquele refúgio não tinha suas responsabilidades, ninguém que a criticasse a cada segundo, lhe exigisse cada vez mais. Fazia o que quisesse, do jeito que bem entendesse e tinha sossego total para interpretar o mundo à sua maneira. Ah, como era maravilhosa aquela sensação de alívio.
E é claro que estava acompanhada, solidão era algo que a atraía só para sua liberdade de pensamentos, no resto, quanto mais gente melhor...
Em tão pouco tempo descobriu que aquilo era o que sempre havia sonhado, mas o que nunca atingiria em um período maior do que um mês, mesmo que batalhasse sua vida toda por aquilo... Afinal, esse tipo de coisa não é coerente em uma sociedade de sonhos tão programados.
Ah, não mais conseguia controlar a maldita ansiedade... Atrás da montanha estavam escondidos os seus sonhos, o sol, a brisa, os sorvetes derretidos e a água de coco para hidratar. A cor saudável, o azul infinito, o barulho das ondas e o biquíni xadrez... Atrás da montanha estava escondida a sua felicidade infinita e passageira, por ela curtiria sem perder apenas um segundo daquele verão.
Natália Assarito

Oii geeente!!! Nossa, tô tããão emocionaada com o fato de a estreia de Lua Nova está chegaaando, OMG eu vou poder ouvir a voz do Rob por 2 horas e pooouco de fiiilme, morri! Mas falando sério, pelo o que já foi divulgado do filme dá pra percebeer que vai ser booom, pelo menos é o que eu espero, já que não gostei do livro, achei o mais fraco dos 4 (não me matem, por favor, mas o que eu gosto na série é o romance impossíveel entre a menina estabanada e o vampiro, não da briguinha de seres mutantes, que a autora tanto enfatiza no Lua Nova)... Mas enfim, eu e a Cá estamos muiiito ansiosas ...
Já que eu tô escrevendo sobre Crepúsculo meesmo, vou contaar algo que vai deixar vocês morrendo de vontaade... Não seei em que site, mas tah rolando na net um capítulo da versão original de Amanhecer que foi censuraaado aqui no Brasil por apresentar conteúdo impróprio para crianças... naarra os detalhes da lua de mel de Edward e Bella... eh muiiita sacanaagem mas eh muiiiito liiindo, vale a peena procurar.
Beem, vou contar as novidades: Me criei um twitter, o qual eu ainda não escrevi naada e nem sei se pretendo, mas pra quem quiser - http://www.twitter.com/nataliaassarito - e eu me pesquiseei no Google e encontreei o *DGN! haushauhsuahs ... Ah, domingo tem churras na caasa da minha amiiga e sábado passado eu saí, fui numa baladiinha nooova, uma tal d pulse teens que ia inaugurar... até foi divertido, porque com as meninas eu sempre me divirto, conheci gente noova e tinham muiiiiiitas pessoas boniitas laah... haushaush... mas o lugar em si não é tãão bom como eu imaginava, era pequeno, tava lotaaado e fedia a mofo.
*Curti meu boletim desse bimestree!
Agora eu tô saiiindo...
Beeijinhos!!
PS: PARABÉNS, BAILARINA!

Oii galeera...
Eu seei que ando meio sumida, mas é que o último mês foi muiiiito corrido... Eu consegui um tema pro trabalho e fiquei 3 semanas escrevendo, deram 20 páginas, acho que foi o maior trabalho... hauhsuahsauhsuahs... não é fácil escrever sobre a Revolução Francesa.
Logo depois que eu terminei o trabalho, as bimestrais emendaram, então ficou mais impossível ainda escrever, estudei paaaacas!
AAAH, mas teve muita coisa boa no mês passado! Eu fui em várias festas (a da foto ao lado é da festa da Nathy Fruts, eu fui uma das 15 e o vestido era liiiiindo!), teve também a festa da outra Natty, minha "poiinha" que também foi liiinda, ela tava maravilhooosa, só q o barmen tava tentando em embebedar, me fez uma lagoa azul com gosto de veja de tanta vodka que tiiinha... haushauhsuahsuahs
Acho que não tenho mais nada a dizer... aah, estou trabalhando em um texto nooovo... logo menos eu publico!
"Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda calma do mundo."
(Sereníssima - Legião Urbana)
(foto da festa!)
Oii povo! Ah, me deu vontade de fazer um post mais pessoal, então lá vaai...
Essas férias foram particularmente muiito boas pra mim, eu fiz muiiita coisa, me diverti paaakas. Huum, as melhores foi quando eu fui na casa da Fê ( a aula terminou na sexta e eu tava lá na segunda... haushuHASUHaushaUSHUAahsu... noss, e o filme de terror! haushaush), casa da Kah, paulista com a Kah (vcs não tem noção, eu tava com vontade de ir ao MASP dsd começo do ano e quando eu finalmente fui, lá pelo dia 7 de julho, adivinhaa... O acervo tava FECHAAADO! Tinha uma exposição legal lá sobre Vick Muniz, um artista que faz arte com sucata e comida, tinha uma reprodução da Monalisa feita com doce-de-leite e uma escultura gigante elaborada com lixo eletrônico. A outra exposição era de um cara espanhol que ganhou um prêmio, tpo o "Oscar da fotografia" com umas fotos de uns bichos mortos... hhaushaushaushaush... me irritou! ), Livraria Cultura com a Kah ( ela caiu na besteira de me pedir pra pegar algum livro bom que eu tenha lido e gostado pra ela ler e eu voltei carregada de livros, quase derrubando tudo... e também teve o menininho que eu presumo que seja americano-pke ele parecia um porco rosa- que ficava gritando 'loook, the dragon" pra uma escultura de dragão... haushaushaushuas), o shopping com as meninas pra comemorar o níver de 15 da Kah (Harry Potter 6!!! Aah, os berros no trailler de Lua Nova, “Uhuul, Harry Machinho” –não vou explicar, o parabéns no meio da praça de alimentação, o presente não pegáveel, o miiico que elas me fizeram passar na frente do M., a maneira como a Nah salvou o dia... hauhsaushauhsaush).
Nossa, falando assim dos melhores momentos eu fico até com saudade, se bem que eu fiquei um pouco revoltada com essa idéia de terem adiado as aulas até ontem, não consigo encontrar nenhum sentido nisso. O diretor e os professores disseram que resolveram tomar essa atitude (igual a que o governo do estado recomendou), pke eles acharam que até ontem o tempo estaria mais quente e a propagação do vírus seria menor... Bem, eu estou sentindo um pouco de frio, mas sem comentários... Agora só me restam as aulas de sábado (detalhe, sábado eu vou ter período integral, das 7:10h às 18:20h, como toda segunda-feira... parece que faz de propósito, escolheram justo esse sábado pra ter período integral, só pke eu ia na Ice!).
Mesmo com essa raiva toda de terem adiado as aulas, estou feliz por ter voltado, ver todo o povo junto, as aulas de filosofia e história, festinhas de 15... haushaushaush.
Então é isso, desculpem pelo post estúpido,
Beijinhos!!!
*(comentem sobre a foto, meu ego agradece... haushaushausha
Se eu fosse o que gosto? Eu seria o céu azul, as aulas de histórias, a mãe loira mais linda do planeta e o pai com cara de bolacha e bafo de onça mais carinhoso que existe. O salsicha mais mal-humorado, aquele sentimento quase infantil, o pôr-do-sol em Ilha Bela, não, Ilha Bela inteira, Guarujá e grande parte de São Paulo. Sou Legião Urbana, Kate Perry, Black Eyed Peas, Britney Spears, McFly, Lady Gaga, Robert Pattinson com seu cabelo desregrado, ensebado e nojento (que eu a-do-ro), J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Markus Suzak, John Grogan e seus romances Harry Potter, Crepúsculo, A Menina que Roubava Livros e Marley & Eu, respectivamente. Aqueles que me divertem e me tornam mais feliz também me compõem , como a menina que gosta de estudar longe, a filha da professora de inglês, a apaixonada por gatos, a bailarina, o que incorpora nossa querida Sônia, aquele que se deleita assistindo Dragon Ball Z, o que me intriga com a quantidade de informações que podem ser armazenadas dentro do seu cérebro, aquela que me alegra de maneira imensurável, apenas com as suas “poísses” cotidianas e, é claro, aquela que não vive sem um loiro...
Filosofia, festas, Ice, vestidos coloridos, psy, funk, calcinhas de algodão, micro saias, meias de dedinho, a pantufa do Scooby e meu macaco Bernardo. Ah, o Palmeiras, a Inglaterra com seu sotaque lindo, todos os animais do mundo, todos os cachorros que já colocaram sua patinha nesse planeta, o mar e tudo que é azul, o Masp, Pinacoteca, passear na Av. Paulista, assistir um filme debaixo das cobertas, ou mesmo no cinema, visitar a Livraria Cultura, comer as comidinhas da minha avó, comprar comidinhas com a minha outra avó enquanto ela discursa sobre o bandido da calcinha, lembrar do meu avô e da maneira com que ele sentava na sala pra assistir futebol todo santo domingo. Os amores vividos, os choros acalentados, os abraços dados e os conselhos escutados. A arte de escrever e principalmente DGN Se eu morresse hoje, acho que vocês poderiam dizer que isso foi o que eu fui.
Natália Assarito
"Havia um tempo,
Em que eu vivia um sentimento quase infantil [...]
E agora eu ando correndo tanto,
Procurando aquele novo lugar [...]"
A Cruz e A Espada
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Tinha plena consciência que o frio que sentia não correspondia àquele que emanava do outro lado da janela. Como se o tempo tivesse parado, impressionava-me continuar ali parada, enquanto minha alma fugia perdendo-se em sua solidão.
Queria fugir, mesmo sabendo que com minhas atitudes já estava fugindo. Era tentadora a idéia de correr para uma praia deserta ou uma casa abandonada, onde não tivesse que falar com ninguém e nem ver ninguém, a natureza me bastava. Aquele seria meu refúgio tranqüilo e secreto, longe dos olhos do mundo e da sociedade, sempre pronta para me julgar e me ver sofrer.
Eu nunca havia sido uma garota normal, nunca tinha sonhado com o príncipe encantado, nunca quis casar, sequer havia tido uma Barbie Noiva para brincar. Sempre fui a exceção e continuo sendo, admito. Diferentemente de minhas amigas, não queria “Um Amor Para Recordar”, queria viver em paz
Mas pelo o que percebi, isso não era algo fácil de controlar e eu cedi. Sabia que aquela queda era irreversível, mas, mesmo assim, pulei. Perdi completamente o juízo, os pensamentos que me alertavam sobre o sofrimento não me abandonavam e a certeza de que dentro de alguns dias veria refletido no espelho o rosto de minhas amigas (as mesmas que se divertiam com a Barbie Noiva) não conseguiram me impedir.
Seu sorriso era mais forte do que qualquer pensamento feminista que me alertasse. Eu precisava dele e ele estava ali, se entregando de graça. Não podia desprezá-lo, afinal não se devolve presentes, seria uma falta de educação sem igual. Ele era o meu presente, me livraria da rejeição eterna que sentia, não havia nada mais lógico do que aceitá-lo, ele estava ali para me salvar.
Durante um tempo foi engraçado ver a maneira com que todos os meus mais sólidos princípios foram por água abaixo. Eu não era uma exceção e nem queria ser, agora o que mais queria era brincar de Barbie, usar um vestido branco e entrar em uma igreja enfeitada com flores amarelas. Não era um sonho repugnante como sempre imaginara e sim uma realidade feliz onde eu era a princesa e podia ter meu próprio castelo.
A palavra completa definiu aquela fase. Me deleitava com seus defeitos, suas confusões, o seu jeito de me amar, tudo nele era perfeito, sua barba mal feita, o seu jeito maravilhoso e sossegado de enfrentar os problemas, os seus abraços demorados, seus beijos carinhosos. O conto de fadas de qualquer menina.
Minhas amigas sentiam inveja e eu compreendia, afinal eu era a que menos merecia, uma vez que nunca tinha sonhado com aquilo e era única que podia desfrutar. Talvez tenha me tornado um pouco arrogante, esquecido do mundo e das pessoas que me cercavam. Não havia com o que me preocupar, o meu mundo e minha vida eram maravilhosos, pois ele era minha vida e meu mundo.
Foi em uma manhã ensolarada que despertei. Acordei me sentindo a mais feliz e sortuda das garotas que habitavam a Terra, sem saber que havia acordado literalmente, pois o sonho tinha terminado. Quando o encontrei ele me disse que tínhamos de conversar, seu olhar era sério e ele não sorria, como sempre fazia. E eu nem percebi nada, achei que seria uma surpresa, algo que me deixaria mais feliz. Entretanto, ele me levou para um lugar isolado, me disse eu devia escutá-lo e não dizer nada.
Não era uma boa surpresa, como o meu eu antigo teria notado facilmente. Era uma horrível surpresa, na qual eu havia sido acusada de egoísmo. Ele me disse que eu havia me tornado alguém diferente daquela que ele havia conhecido e se apaixonado. Não me importava mais com os meus amigos, tampouco com a minha família. Nem com ele mesmo me importava, só me preocupava que ele me fizesse feliz, que fosse invejada.
Esse era um argumento que não podia negar. Eu realmente não sabia se o amava verdadeiramente, o que sempre havia me encantado era a maneira que ele dependia de mim e o amor que ele me dava. No começo havia amado-o, mas agora eu não dependia mais dele e sim o contrário. Estava colérica com a humilhação que ele me fazia passar e não quis repensar minhas atitudes, não quis mudar por ele. Mesmo sabendo que ele se sujeitava a me aceitar se eu tentasse mudar, não quis. Ele perceberia quem era egoísta e voltaria pra mim, sem que eu me humilhasse ainda mais.
Ficou decidido que cada um seguiria seu rumo e isso aconteceu. Os dias se passaram e hoje vejo o rosto triste e abalado de minhas amigas no espelho, como previsto. O que intriga é que isso ocorreu mesmo não tendo sido traída, como antes imaginava. Ao contrário, ele havia sido muito bom comigo e eu o traí, não fisicamente, mas traí sobrepondo meus interesses sobre os deles, passei por cima de seus sentimentos e o fiz sofrer. Eu o amava mais do que imaginava e hoje sinto sangrar ao vê-lo feliz, ao lado de outra garota.
Observo como foi rápida a sua capacidade de regeneração, talvez ele nunca tenha sangrado ou ficado vazio, como estou. Confesso que sinto inveja de sua nova garota e espero que ela o faça feliz, mesmo que isso implique no meu eterno sofrimento.
Ao meu lado não era o seu lugar, eu brinquei , esnobei seus sentimentos, para mim tudo não havia passado de um jogo.
Agora eu era a Barbie quebrada, que nunca mais seria concertada, na mão de uma garotinha de 5 anos.
O meu TOP 10 cotidiano.
- Ouvir as bobagens que a mamãe diz ou faz (desde que eu não esteja por perto, é claro).
- Sair sozinha com o papai pra algum lugar (na verdade isso não é muito bem rotina, o que aliás é uma pena)
- Visitar a vó Irene e ficar juntinha da Dona Maria, a Louca -minha outra bobó (é com b mesmo!)
- Matar as aulas de exatas à tarde e fugir pra casa, obviamente visando me esconder nas cobertas com o Napoleão e talvez tirar um cochilo em sua companhia
- Em dias frios acordar às 6h e olhar pra praça (a neblina deixa o ambiente sombrio, triste e acima de tudo, lindo. Sem exageros, o Robert poderia vir numa boa filmar Eclipse aqui!)
- Jogar conversa fora com as minhas amigas, sem me importar com a hora (minutos de vida muito bem gastos!)
- Discutir problemas sociais, filosofia e fatos históricos ( Acredite, tentar salvar o mundo pode ser divertido)
- Subir em um prédio alto e observar todos os telhados possíveis (Transmite sensação de grandeza poder ver lá de cima tudo o que seria impossível ver lá de baixo -eu fico mais importante que as outras casas... haushaushauhsuahsuahsaushaushaushuash- e além disso, traz paz.)
- Rir sem nenhum motivo lógico ou aparente
- Óbvio: Ler, escrever, etc e tal!
*Não nessa ordem necessáriamente.
"O esforço dos filósofos tende a compreender o que os contemporâneos se contentam em viver."
Nietzche
*Seja esperto e desligue a mid!
Era apenas uma manhã como tantas outras, o frio tomava conta do ambiente, mas seu coração batia rápido. Seu corpo estava aquecido, sua mente vazia, seus pensamentos voavam longe. No escuro podia ver, sentia como ninguém.
A saudade matava-a. O pior sentimento que a distância podia causar. Apesar das críticas não se arrependia, entregava-se a cada momento como se fosse o último a ser vivido. Um êxtase de emoções que só um amor adolescente podia causar. A adrenalina da proibição, do errado, o medo de acabar.
O conto de fadas de toda menina, o príncipe que tornava-se real.
Aquela manhã era especial. Não pelo tom cinza que dominava o céu, tampouco pela chuva que caía. Era uma manhã que marcava uma nova era, uma nova paixão.
Levantou-se disposta, queria encontrá-lo, abraçá-lo, ver as linhas do seu rosto, sentir seu cheiro, beijá-lo. Não era possível. Conformou-se em mandar uma mensagem, ler as outras tantas que já haviam trocado.
Ouviu sua voz, esqueceu-se dos problemas. Aliás, com sua chegada, foram embora todos os seus problemas. Vivia em um novo mundo, sonhava uma nova vida, respirava um novo ar.
Talvez, aquela manhã fosse especial somente para ela, fato que já permitia que o dia fosse diferente. Era a manhã dela, era a manhã deles, manhã dos jovens namorados.
Natália A.
Para minha querida amiga, F.G.
O ar lhe faltou, o coração fugiu
Verdade de dor, dia sem flor
O sorriso tirou, a mente explodiu
Corpo de torpor, vulto avaliador
As lágrimas esgotou, o choro engoliu
Fim do amor ,
Do avô se despediu.,
Natália A.

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